Num momento inovador durante o SLO CAL Open Pismo Beach de 2024, Jacob Szekely deixou sua marca na história do surfe ao realizar a primeira transferência de prancha em uma competição da World Surf League (WSL).

A etapa de 3.000 pontos do Qualifying Series (QS) aconteceu na região central da Califórnia e testemunhou a abordagem única de Szekely, impressionando tanto espectadores quanto juízes.

A ideia da transferência de prancha surgiu no primeiro dia da competição. Szekely, um surfista de 28 anos, estava se preparando para sua bateria na Rodada dos 112 quando fez um pedido especial ao responsável pela praia – um salto no píer antes do início do campeonato. À medida em que a bateria avançava, Szekely dominava as ondas, liderando a disputa. No entanto, com alguns minutos pendentes, ele remou de volta à praia.

Com o relógio marcando apenas alguns minutos, o surfista de 28 anos pegou uma onda, deslizando na prancha de espuma, realizando algumas manobras e somando mais 1,6 pontos à sua pontuação. A prancha era uma criação assinada por Ben Gravy, com os distintos abacaxis que caracterizam o estilo de Gravy.

“Eu estava pensando, ‘Quero ir bem neste campeonato e levar a sério.’ E depois de pegar minha primeira onda boa, eu percebi, ‘cara, eu realmente posso conseguir duas boas notas e, em seguida, surfar com a prancha de espuma, tentar um grande aéreo e me divertir, variar um pouco. Tive uma experiência divertida. Os juízes talvez tenham sido conservadores na pontuação dessa onda com a prancha de espuma. Vamos lá – fiz um pequeno aéreo reto e depois uma curva legal… Duração da onda, também. Eu daria uma nota 3 ou 4, mas tudo bem. Estou apenas brincando.”

O Livro de Regras da WSL não é claro quanto ao uso de várias pranchas numa bateria ou onda. Também não existe um capítulo específico dedicado aos tipos de pranchas que os surfistas podem ou não usar durante a competição. A referência mais próxima está nas “Regras do Caddy do Surfista” (10.9).

Essas regras indicam que “os surfistas só podem usar pranchas de reposição carregadas por seu próprio caddy depois que a bateria começar” (10.9 f) e “uso de qualquer equipamento que não seja uma prancha de surfe (por exemplo, barcos infláveis, pranchas de patrulha aquática ou outras pranchas de caddies) será considerada uma interferência se o surfista, após usar uma delas, voltar à área de competição e pegar uma onda extra, ou interferir com qualquer outro surfista” (10.9 g).

Num momento em que o surfe competitivo busca inovação e criatividade para manter os fãs engajados, é essencial haver espaço e tempo para ideias e abordagens novas e frescas.

Agora, basta sabermos se essa iniciativa irá realmente apontar para algum tipo de evolução, ou não passará de mais uma palhaçada.

Fonte Surfer Today

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