Evandro e Arthur no Elite 16 de Doha Vôlei de praia

Foto: FIVB

Diferentemente do naipe feminino, que já tem Duda/Ana Patrícia classificadas e Carol/Bárbara encaminhada, as vagas olímpicas do vôlei de praia do Brasil seguem bastante abertas. Nessa disputa no ranking mundial, a dianteira tem George/André e Evandro/Arthur. 

Se comparado a George e André, a parceria de Evandro Gonçalves e Arthur Lanci é bem mais recente. Os dois se juntaram no início de 2023, mas já conquistaram resultados expressivos e para se colocarem na situação. Na época, o objetivo da união era claro: Paris-2024. Atualmente, eles estão em 12º lugar do ranking mundial e têm uma pequena diferença para Pedro Solberg/Guto, terceira melhor dupla brasileira. Justamente por isso, estão focados para confirmar a classificação o quanto antes. 

“A corrida olímpica continua, ainda não acabou. Nem para mim, nem para os outros brasileiros. Nosso foco agora é aqui no circuito É um dia de cada vez, um torneio de cada vez. A gente sabe que o objetivo é sim se classificar para as Olimpíadas, mas não tem nada garantido”, ressaltou Evandro. 

Contraste de experiência

Caso confirme a classificação ao lado de Arthur Lanci, Evandro Gonçalves vai para sua terceira participação seguida em Jogos Olímpicos. Aos 33 anos de idade, o carioca de 2,11m já somou inúmeras medalhas e títulos no circuito brasileiro mundial de vôlei de praia. Seria terceira com um parceiro diferente, pois na Rio-2016 jogou com Pedro Solberg e, em Tóquio-2020, fez dupla com Bruno Schmidt

“Chego mais experiente. Com um cara que está despontando cada vez mais no circuito brasileiro e mundial, que me de dá todas as forças, que  acredita em mim e todo meu potencial para conseguir essa vaga”, destacou Evandro.

Por outro lado, Arthur Lanci está em sua primeira corrida olímpica e sonha com sua primeira participação nas Olimpíadas. O paranaense de 28 anos e 1,94m fez sucesso nas categorias de base, quando conquistou os títulos mundiais do sub-19 e do sub-21. No profissional, já faturou o Circuito Brasileiro em 2017, assim como subiu ao pódio em etapas do circuito internacional.

“Na real, estou pensando em cada bola. Acho que cada bola é a mais importante da minha vida. Pensando assim, eu estou carregando um peso, uma pressão. Justamente por ser a minha primeira corrida olímpica. Eu mesmo estou me pressionando para querer mais e chegar bem lá. A gente tá no caminho certo, mas não tem nada garantido”, disse Arthur Lanci.

Eventos até o fim da janela

Para confirmar a vaga, Arthur e Evandro precisam somar pontos em nove eventos até o fim da janela de classificação, que é junho. No primeiro deles, o Challenge do Recife, a dupla conseguiu avançar para as oitavas depois de perder na partida de estreia para os irmãos argentinos Capogrosso. Com a vitória diante de Hörl/Horst, da Áustria, eles agora têm pela frente a dupla australiana Carracher/Nivolaidis neste sábado (23). 

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Após o Challenge no Recife, a dupla deve embarcar rumo a Saquarema, no Rio de Janeiro, para mais um torneio deste nível. Até nove de junho, o calendário do circuito mundial de vôlei de praia prevê mais duas competições Challenge e outras quatro Elite 16.

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem, apaixonado por futebol, atletismo, basquete e outros esportes.

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