O Egito deixou escapar a vitória no último lance contra o surpreendente Cabo Verde, depois de ter arrancado uma virada no segundo tempo. No entanto, os Faraós contaram com a colaboração de Moçambique, que segurou Gana, e carimbaram a classificação mesmo sem nenhuma vitória na fase de grupos.

O Egito terminou a primeira fase com três pontos somados e segurou a segunda colocação do Grupo B, enquanto Cabo Verde sustentou a campanha invicta e terminou na liderança com sete pontos.

Cabo Verde continua surpreendendo

O Egito entrou em campo como grande interessado na partida e buscou desde o início sair na frente do placar para conquistar a classificação. Mais uma vez sem o seu principal nome, Salah, os Faraós dominaram a posse de bola, mas tiveram dificuldade para converter em ações.

As principais iniciativas nasceram pelo lado esquerdo com Marmoush ou vieram de finalizações de fora da área. Independente da origem, o goleiro de Cabo Verde, Vózinha, dificultou a vida dos egípcios e segurou todas as finalizações da primeira etapa.

Apesar de poupar a maior parte dos seus titulares, a seleção de Cabo Verde mostrou a sua qualidade e também visitou o ataque com perigo. Já nos acréscimos, a sensação da Copa Africana também apresentou sua efetividade. Em passe de Ryan Mendes, Gilson Tavarez dominou para a perna esquerda e disparou fora do alcance de El Shenawi.

Egito empata, pressiona, mas não vira

Sem outra alternativa, o Egito virou apenas ataque na etapa final. Os Faraós apostaram todas as suas fichas em uma pressão intensa e desde cedo não pouparam fôlego para buscar a virada.

Com a seleção adversária ainda mais fechada na defesa, o Egito arriscou principalmente na bola aérea e empilhou levantamentos na área. Aos cinco, a bola ficou viva na área após cobrança de escanteio e Trezeguet decretou o empate.

Embalado pelo gol cedo, a seleção egípcia aumentou a intensidade, mas outra vez viu Vózinha ser um obstáculo intransponível. O goleiro de Cabo Verde parou as grandes oportunidades criadas pelo Egito.

Na reta final, os Faraós deixaram de lado a parte tática e foram para o abafa final sem organização. O gol que parecia não acontecer, surgiu no apagar das luzes com doses de emoção. Aos 48, Trezeguet lançou para Mostafa, que dominou em velocidade e tocou por cima do goleiro. 

Para aumentar a dramaticidade da partida, o VAR chamou o árbitro apontando possível toque de braço no domínio do atacante, mas o juiz manteve a decisão de campo e confirmou a virada.

Embora faltassem poucos minutos a serem disputados, Cabo Verde mostrou valentia e foi em busca da manutenção da sua invencibilidade. Na saída de bola, a seleção construiu jogada pela esquerda até a bola chegar em Bryan Teixeira, que contou com uma defesa errada de El Shenawi e empurrou na meta vazia.

O prejuízo poderia ter sido pior para os egípcios, mas a esta altura a Gana havia sofrido o empate contra Moçambique e confirmado a classificação dos Faraós, mesmo com o empate.

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